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Tipos de comportamento do consumidor e como eles influenciam decisões

Tipos de comportamento do consumidor e como eles influenciam decisões

7 min. de leitura
Agidesk
Tipos de comportamento do consumidor e como eles influenciam decisões
10:36

A cena é comum: dois clientes entram na mesma jornada, recebem, inclusive, a mesma proposta. Analisam o mesmo produto. Conversam com a mesma empresa.

Ainda assim, tomam decisões completamente diferentes. Um avança com segurança, praticamente sem hesitar, enquanto o outro trava, pede mais tempo, envolve outras pessoas, volta com dúvidas… e, no final, desaparece.

À primeira vista, parece uma diferença de perfil. Mas essa explicação é confortável demais.

Aqui, quando você observa com mais atenção, percebe que o comportamento não começa no cliente, mas sim, bem antes disso: começa na forma como sua empresa organiza (ou deixa de organizar) a experiência ao longo da jornada.

Por isso trazemos luz para esse tema no artigo a seguir, porque entender os tipos de comportamento do consumidor não é apenas um exercício restrito ao marketing — longe disso. Hoje, esse é o melhor jeito de entender como sua operação pode influenciar em cada decisão e o que fazer para satisfazer quem está interessado em seus produtos ou serviços.

O que realmente está por trás do comportamento do consumidor?

Falar sobre o comportamento de compra do consumidor costuma levar a uma simplificação perigosa, porque, na maioria das vezes, tratamos a decisão como um momento isolado. Como se o cliente simplesmente avaliasse opções e escolhesse a melhor.

Mas não é bem assim que acontece.

Antes de qualquer decisão, existe um processo sendo construído, onde o cliente vai acumulando percepções, interpretando sinais, ajustando expectativas e, principalmente, tentando reduzir o risco da escolha que está prestes a fazer.

Ele não está apenas analisando o que você oferece, mas também tentando responder, ainda que de forma inconsciente questões como “Essa empresa parece confiável?”, “Isso aqui vai funcionar no meu dia a dia?” ou “Se eu tiver um problema, vou conseguir resolver com facilidade?”.

E é aqui que a discussão ganha profundidade, afinal, esse comportamento não nasce do nada. Ele é sustentado por fatores que já estão ativos antes mesmo do primeiro contato, sendo eles: 1) o contexto em que esse cliente está inserido; 2) as influências ao redor dele; 3) como ele acredita que precisa agir para resolver seus desafios e; 4) como ele se sente perante suas experiências anteriores e quanto às tomadas de decisão do agora.

No artigo “Quais os quatro fatores que influenciam o comportamento do consumidor?” destrinchamos cada um desses pilares, vale acessar o conteúdo para ter uma visão completa sobre o tema. 

E a jornada do consumidor, onde entra nessa equação?

É importante ter em mente que os fatores citados anteriormente não são estáticos, ou seja, eles não ficam esperando a decisão acontecer.

Em realidade, eles são ativados (ou neutralizados) pela experiência que sua empresa entrega ao longo da jornada. Cada interação, cada espera, cada informação prestada ou cada resposta construída impacta esses fatores — porque impacta a percepção do cliente.

Uma experiência confusa reforça experiências negativas anteriores, seja por um processo lento que aumenta a pressão, uma resposta vaga que foi dada, a inconsistência entre os canais direcionados para o atendimento ou a falta de segurança para atender o que se foi prometido.

E, quando tudo isso se acumula, o comportamento muda. Não porque o cliente decidiu ser mais exigente, mas porque a experiência ensinou ele a ser.

Os principais tipos de comportamento do consumidor

Até aqui, fica claro que quando um cliente hesita, acelera, compara ou simplesmente desiste, essas atitudes, em grande parte das vezes, refletem toda uma experiência que já foi construída junto a ele até aquele momento.

Aqui, ter entendimento quanto à categorização dos tipos de comportamento do consumidor é o que vai te ajudar a identificar padrões, antecipar movimentos e a ter os melhores argumentos para fazê-lo entender melhor a proposta de valor naquilo que você está oferecendo.

Assim sendo, vamos aos comportamentos:

1. Comportamento complexo de compra: quando decidir parece um risco

Esse é o tipo de comportamento onde o cliente está assumindo uma decisão que pode impactar seu tempo, dinheiro ou reputação.

Ele pesquisa, compara e questiona. Porque o que está em jogo é a segurança.

Nesse contexto, retornos demorados, informações desencontradas e a percepção de que as áreas envolvidas não se comunicam passam a ser interpretados como sinais de alerta. E não apenas isso: tornam-se barreiras reais para o avanço, já que se trata de uma decisão relevante para o negócio.

2. Comportamento de compra habitual: quando a confiança já foi conquistada

Aqui, o cliente não precisa ser convencido, porque ele mesmo já decidiu, antes mesmo de começar.

Ele chega a você porque confia. E continua porque funciona.

Contudo, nesta circunstância, há um detalhe importante a ser levado em consideração: essa confiança não é permanente. Quando pequenos erros se somam, eles podem ser responsáveis por derrubar todas as cartas do castelo que você construiu para ele.

Ao pequeno sinal de insatisfação, o cliente não reclama imediatamente; apenas se muda o quanto antes. E, quando você percebe, ele já está testando outras opções.

3. Comportamento de busca por variedade: quando o cliente quer algo diferente, mesmo estando satisfeito

Nem toda troca vem de um problema. Ela também pode partir do caminho da curiosidade, com o cliente querendo experimentar algo novo, ver se existe algo melhor.

E, nesse momento, sua empresa entra em comparação direta, mesmo que você não saiba.

Nesse tipo de comportamento, o cliente não busca apenas funcionalidade, mas uma nova sensação quanto a fatores que envolvem facilidade, agilidade, clareza e consistência. E, se em alguns desses pontos a sua operação falhar, qualquer alternativa pode parecer mais atrativa.

4. Comportamento de redução de dissonância: quando a venda já aconteceu mas a decisão não terminou

O cliente comprou, mas, internamente, ainda está validando se fez a escolha certa.

Esse é um dos momentos mais críticos. E com certa tranquilidade, podemos dizer que é um dos mais negligenciados também.

Isso porque, depois da jornada de decisão, o cliente observa criteriosamente todo o cumprimento do que foi prometido, a facilidade de interação, a velocidade de resposta e a organização da empresa para além da promessa.

E, em um piscar de olhos, se a operação falha aqui, nasce o arrependimento.

O que todos os tipos de comportamento do consumidor têm em comum

Apesar das diferenças, todos esses comportamentos convergem para um mesmo fator: a experiência percebida.

Logo, se na sua operação ainda existem processos desconectados, falta de visibilidade, fatores que geram retrabalho e dependência excessiva de pessoas-chave, esses sinais se materializam em forma de demora, inconsistência, insegurança e na necessidade de repetir informações.

No final, não adianta ajustar somente o discurso se o contato com a sua marca não se sustentar.

O papel da operação na construção do comportamento

Lembre-se: você não controla o que o cliente pensa, isso é um fato. Mas nada te impede de controlar o ambiente onde ele toma decisões.

Logo, sua estratégia deve ser a de criar um ambiente formado por:

  • Processos bem estruturados;

  • Integração entre áreas

  • Centralização de informações e conversas;

  • Previsibilidade nas entregas.

Atacar diretamente essas causas já será um primeiro grande passo dado.

Como as plataformas de gestão operacional de atendimentos e processos ajudam nesses casos?

Concluímos aqui entendendo que a decisão de compra está em como sua operação sustenta — ou quebra — a experiência do cliente ao longo do caminho.

Aqui, talvez, a pergunta mais importante não seja “Qual é o comportamento do meu cliente?”, mas sim “O que na minha operação está influenciando esse comportamento hoje?”. E, neste contexto, uma plataforma de gestão de atendimentos e processos pode te ajudar a compreender e estruturar falhas pelo caminho.

Não como uma camada adicional de tecnologia, mas como a base que organiza o que hoje está difuso, porque essa adoção significa garantir que uma solicitação não dependa de quem recebeu, e sim de um fluxo que já sabe para onde ir, com quais regras, com quais validações e com qual contexto.

Ferramentas desta categoria atuam como facilitadoras porque conectam áreas que antes operavam em paralelo, criando continuidade onde antes existia ruptura. 

Mais do que implementar tecnologia, quando adotada junto a ações de reestruturação de processos, torna-se um recurso que traz visibilidade ao que antes era invisível — porque só é possível corrigir aquilo que se consegue enxergar.

Lidar com os variados tipos de comportamentos do consumidor pode ser simples com a Agidesk!

Encontrar uma maneira de estruturar demandas e, a partir disso, encantar clientes, é uma das maiores dificuldades das empresas atualmente. Não por falta de estratégia ou intenção, mas porque, no dia a dia, a operação ainda não sabe ao certo o que observar e priorizar, já que as informações estão, em sua maioria, descentralizadas e as interações não carregam contexto ao longo da jornada.

É nesse cenário que a Agidesk se posiciona.

Nossa plataforma atua organizando a base que sustenta toda essa experiência: conecta atendimentos, estrutura fluxos entre áreas e garante que cada demanda siga um caminho definido, com regras, contexto e visibilidade.


Na prática, o que fazemos é permitir que interações sigam padrões, centralizar informações para que seja possível acompanhar toda a jornada e transformar processos, para que deixem de ser pontos de atrito e passem a ser parte da solução.

Se você quer ver como isso se aplica na prática, vale explorar mais a fundo com o time da Agidesk: você pode agendar uma demonstração da plataforma e entender como estruturar seus fluxos e atendimentos, ou realizar um diagnóstico das suas operações para identificar onde estão os principais pontos de fricção que hoje impactam a experiência dos seus clientes.

Porque, mais fácil do que mudar o comportamento do cliente é mudar a estrutura da sua operação, para que ela evolua e acompanhe as necessidades que o novo mundo digital tanto exige.

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